Formatos em questão (da série "ODF vs. ooxml")
Mais uma disputa entre os defensores do software livre e a poderosa Microsoft está sendo travada. A empresa está querendo que seu formato OOXML (Office OpenXML) seja definido como padrão ISO para arquivos de formato aberto. A proposta dos padrões abertos é de que qualquer empresa ou pessoa possa desenvolver aplicações para este formato. Essa filosofia já é utilizada por formatos como o ODF (Open Document Format), do pacote BrOffice.org.
Este tipo de arquivo permite que qualquer programador possa desenvolver um editor de textos que salve e edite documentos neste formato. Tal conceito garante, na prática, a compatibilidade entre diversos programas. O detalhe é que, segundo a comunidade do software livre, o formato ‘‘aberto’’ proposto pela Microsoft não é totalmente aberto, o que pode representar restrições a outras empresas e usuários no futuro.
‘‘O problema em questão é que o formato da Microsoft possui algumas instruções que ninguém, a não ser a própria empresa, pode ver’’, destaca o consultor Lucas Filho, um dos defensores do software livre no Ceará.
Campanha
‘‘Imagine você comprar uma casa e ter um cômodo no qual não pudesse entrar e você não soubesse o que acontece lá dentro’’, compara o consultor Lucas Filho sobre a ‘‘caixa-preta’’ do formato OOXML da Microsoft. De olho nessa questão, a comunidade de software livre está organizando um movimento mundial contra o OOXML. O site www.noooxml.org/petition-pt pede para que os usuários votem ‘‘não’’ na consulta ISO DIS 29500 para padronização do OOXML. A página lista oito razões contra o intento da empresa de Bill Gates, dentre elas está a de que já existe um formato aberto padrão ISO 26300, o ODF.
Extraido do Diário do Nordeste, por Ebenezer Fontenele
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