"Derrota do OOXML demonstra fim da supremacia da Microsoft", diz deputado
O resultado desfavorável ao OpenXML na votação da ISO demonstra que a Microsoft não é mais (tão) soberana no mercado de software, na avaliação do deputado federal Paulo Teixeira , um dos articuladores do posicionamento do Brasil sobre o tema.
“O resultado demonstra o fim da supremacia da Microsoft na área de software. É uma vitória não só para o software aberto, mas também para as fontes abertas, não-proprietárias”, destaca.
Segundo o deputado, que articulou reuniões entre representantes do governo e a ABNT, responsável pelo voto na ISO, a decisão é um caminho para o crescimento do software livre.
“A decisão mostra que o padrão proposto pela Microsoft tem padrões similares e mais avançados e que ela perdeu a hegemonia em termos de inovação”, complementa.
Os defensores do ODF apontam que entre os pontos fracos do OpenXML está especialmente a extensão da norma. Enquanto o primeiro tem sua descrição em 738 páginas, por exemplo, o segundo tem o texto redigido em cerca de 6 mil, o que dificulta o trabalho de desenvolvedores.
Outro aspecto levantado aponta que não existe necessidade de outra definição referente aos formatos dos documentos, já que o ODF foi reconhecido pela ISO como padrão ainda em 2006. A aprovação do padrão ODF aconteceu em março do ano passado, enquanto a publicação da norma – ISO/IEC 26300 – aconteceu em novembro.
“A Microsoft tem defendido o lema do: ‘quanto mais padrão melhor’, mas a história não tem mostrado isso. Quem tem dois padrões, não tem padrão nenhum”, comenta Jomar Silva, presidente da ODF Alliance Brasil.
Leia a matéria completa, por Camila Fusco, no portal computerworld.uol.com.br
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