OpenOffice.org, muito além da economia financeira
Eu vi recentemente uma entrevista do grande Julio Neves na televisão, dizendo que pode se fazer de tudo usando apenas software livre, e que para cada software proprietário existe um software opensource equivalente - e melhor. Depois ele acabou se corrigindo: "quer dizer, só não temos os vírus, que são exclusividade do Windows". Ou seja, faz-se de tudo sem ter que recorrer a algum programa proprietário, mesmo que freeware não-livres.
Felizmente vários países estão acordando pra essa realidade. E a Europa é um exemplo nesse quesito.
Desde Janeiro, a Itália assume o formato ODF para seus documentos eletrônicos, e faz uso do conjunto de aplicações OpenOffice.org como um 'padrão' nacional e fez questão de o anunciar aos quatro ventos, um exemplo que outros países deviam seguir. Os europeus, teoricamente o bloco de países mais ricos, são os que mais adotam soluções abertas. Quer dizer, a opção pelo uso do software livre vai além da economia financeira.
O software pirata nunca foi solução para poupar. E hoje em dia, chega a ser uma opção patética, já que existem soluções de código aberto de excelente qualidade, capazes de ditar o sucesso e os ótimos níveis de produtividade de uma empresa e de um governo.
"A não ser que esteja agarrado a algo de muito específico do Office da Microsoft (e nem por isso, acredito), não há nada que o impeça de mudar para outras coleções de programas completamente gratuitos e eficazes, disponíveis para Windows e Linux. O mais famoso é o OpenOffice.org, onde não faltam sequer as ferramentas de correção ortográfica em português",
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